Celular pré-pago é uma febre, representando mais de 80% das linhas móveis em operação no país. Apostando nessa tendência, a Vivo está lançando sua internet pré-paga, para acesso à rede mundial de computadores por modem ou smartphone. A oferta pode ser encontrada em uma das três opções de pacotes: diário (R$ 12), semanal (R$ 35) e mensal (R$ 130). Uma alternativa para quem quer estar eventualmente conectado sem ter compromisso com conta mensal.
 Acesso pré-pago à banda larga pela Vivo é uma opção para quem quer estar eventualmente conectado. Foto: Paulo de Araújo/CB/D.A Press |
A Vivo não é a primeira operadora do país a lançar o acesso pré-pago à banda larga móvel. A da TIM foi anunciada em fevereiro deste ano. Com R$ 5, o cliente pode navegar por 24 horas e usar até 250 megas, mas esse valor subirá para R$ 10 a partir de janeiro. Já a Claro lançou o serviço sem alarde em outubro. O mercado acredita que o produto não tem tido muita divulgação porque as redes das operadoras estariam saturadas, não comportando a entrada de muitos clientes de uma só vez.
A Vivo chega atrasada mas está apostando muitas fichas nesse novo modelo de negócio. Tanto que está dando um mês de acesso gratuito aos novos clientes que optarem pelo serviço. Após o período, o usuário ativa o serviço por meio dos canais de contato com a operadora (call center e pontos de venda), ou por SMS gratuito direto do modem ouo do aparelho, enviando o texto "Diário", "Semanal" ou "Mensal" para 8200.
A inserção dos créditos é feita com cartões de recarga tradicionais, enviando um torpedo para o 8100 com o código; ou pelos pontos de recarga e sistemas bancários. A rede 3G da Vivo está disponível em 574 municípios - sendo 45 em Pernambuco. A velocidade chega a 1 Mbps, seja pré ou pós. Mas há limite de acordo com o tráfego. A conexão cai para até 128 kbps ao atingir 150 MB (pacote diário), 250 MB (semanal) e 1 GB (mensal). Na recarga, a operadora garante que a velocidade volta ao normal.
"Fomos pioneiros na oferta da internet móvel e agora inovamos com mais esse produto no formato pré-pago. Existe um mercado potencial muito relevante, bastavermos a proliferação das lan houses pelo país", comenta o diretor regional da Vivo, Joaquim Perúcio. A ideia é, portanto, dar condições de acesso à internet a pessoas que não podem ou não querem ter conta mensal.
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 35,2% dos acessos à internet em 2008 foram feitos a partir de lan houses, perdendo apenas para as residências (57% no Brasil e 40% no Nordeste). De acordo com o levantamento, o Nordeste tem apenas 25,1% do total de usuários de internet no país, contra 40,3% na região Sudeste. Tanto no Norte quanto no Nordeste, são os centros pagos de acesso público que lideram as opções de acesso (52,9%).