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BVR aposta na persistência e imaginação
Empresa de tecnologia da informação está há 11 anos no mercado pernambucano, com expectativa de crescimento e conquista de clientes
Tiago Cisneiros // Especial para o Diario
tiagocisneiros.pe@dabr.com.br


Como dois físicos teóricos e um cientista da computação podem fazer sucesso no mundo dos negócios? Para Bruno Herbert, Rômulo Oliveira e Vicente de Paula, sócios da empresa de tecnologia da informação BVR, a fórmula é simples: persistência e imaginação. Depois de 11 anos, os jovens executivos (de 35, 34 e 41 anos, respectivamente) comemoram os resultados e planejam novas conquistas, sem esquecer as dificuldades e as lições aprendidas nos primeiros passos.


Bruno Herbert, Rômulo Oliveira e Vicente de Paula viram oportunidade de crescer por meio da construção de sites Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
A trajetória empresarial de Bruno, Vicente e Rômulo teve início em 1999, quando se conheceram nos corredores e salas da área de ciências exatas da Universidade Federal de Pernambuco. "Nos reuníamos para conversar, trocar experiências e idealizar algo útil para a sociedade", lembra Bruno. Foi daí que surgiu a ideia de explorar um meio restrito, na época, a uma pequena parcela da população: a internet.

Com o tempo, veio o Guia Metrópole, um sistema on-line que disponibiliza (ainda está noar, como um talismã) informações sobre produtos e serviços no Recife. O projeto estava prestes a embalar, através de financiamentos, quando estourou a "bolha da internet". Restavam duas saídas: encerrar as atividades ou repensar os planos.

Os "garotos" da BVR optaram pela segunda opção. De acordo com Vicente de Paula, o caminho para voltar a crescer foi complicado. "Decidimos vender o serviço às empresas do Recife. Investimos bastante e batalhamos durante meses, mas não tivemos retorno. Ninguém acreditava na internet." Em meio às quedas, o grupo enxergou a oportunidade de crescer por meio da construção de sites. Foi aí que surgiu a BVR, fábrica de softwares e empresa de locação de mão de obra em tecnologia da informação.

A aposta foi fundamental. De acordo com Bruno Herbert, os bons ventos se devem, sobretudo, à mudança no foco de atuação. "Passamos a encarar a tecnologia da informação como uma ferramenta para negócios maiores, um meio para atingir objetivos de empresas públicas ou privadas", afirma. A experiência adquirida com os primeiros projetos permitiu que os empresários atingissem a maturidade para propor soluções adequadas - e arrojadas - para cada cliente.

Hoje, a equipe de 28 pessoas da BVR não se limita a oferecer produtos prontos. Na empresa, o objetivo é resolver os problemas específicos através de programas ou serviços igualmente específicos. Trata-se, como define Rômulo Oliveira, de uma venda consultiva, com a visita dos profissionais à empresa contratante, seguida pela elaboração de um diagnóstico e, por fim, das melhores soluções.

O crescimento da empresa e a conquista de clientes de renome, como as concessionárias de energia Celpe (Pernambuco), Cemig (Minas Gerais), Ceal (Alagoas) e Cepisa (Piauí), só foram possíveis graças ao esforço dos empreendedores. Esforço para começar, persistir, inovar e vencer.


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Edição de domingo, 25 de abril de 2010 
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