Caso Narda: queima de arquivo | Diario de Pernambuco - O mais antigo jornal em circulação na América Latina
Diario de Pernambuco


Aumentar texto Diminuir texto Enviar por e-mail Comentar Imprimir
Caso Narda: queima de arquivo
Edição de terça-feira, 21 de dezembro de 2010 
Testemunhas dizem que administradora sabia de outro crime mandado por acusada



Audiência de instrução do caso Narda Biondi. o juiz Theodomiro Noronha Cardozo, da 1ª Vara Criminal do Fórum de Paulista, irá decidir se o caso vai para júri popular. Imagens: Adaíra Sene/DP/D.A Press
Mais de 12 horas de audiência e uma informação mudaram todas as teorias sobre a causa do assassinato da administradora de empresas Narda Alencar Nery Biondi, de 33 anos, em março deste ano. Queima de arquivo. Na primeira e única audiência de instrução realizada durante todo o dia de ontem, no Fórum de Paulista, com o intuito de decidir se o caso será levado a júri popular, testemunhas disseram ter ouvido de Narda que ela sabia de um outro crime do qual Sayonara Cristine Rangel Boner, 43, acusada por sua morte, teria sido mandante. O homicídio de um rapaz, identificado como Legal, queimado dentro de um bar na orla de Pau Amarelo.

Oito testemunhas de acusação foram ouvidas pelo juiz Theodomiro Noronha Cardozo, da 1ª Vara Criminal, incluindo a mãe da vítima, a economista Kátia Alencar, 55, e o ex-namorado Washington Luis Caetano. A nova suposta vítima de Sayonara seria um ex-namorado que foi encontrado amarrado e carbonizado dentro do bar. ´Ela me disse que quem mandou matar o Legal foi Sayonara. Disse também que conhecia as pessoas que tinham matado`, comentou uma das pessoas ouvidas. O ex-namorado da vítima chegou a comentar que teria brigado com ela, por ela ter dito que sabia, teria ajudado no crime e estava com ´rabo preso`.


Sayonara teria mandado matar um ex-namorado. Foto: Adaira Sene/DP/D.A Press
Com as novas informações, o promotor de Justiça Antônio Arroxelas, responsável pela acusação, acredita que a verdade sobre a morte de Narda Biondi virá a tona. A filha mais nova de Sayonara, arrolada como testemunha de defesa, contou que visitou a mãe na Colônia Penal Feminina do Recife, no domingo, e afirmou que Sayonara disse que só confessou porque Cícero, segundo ela o autor do crime, estaria ameaçando suas filhas.

O interrogatório dos quatro indiciados ficou para o dia 25 de janeiro. São eles: Sayonara, apontada como executora, única que está presa; Kelly Rangel Boner, 25, filha de Sayonara; Cícero Cunha, 28, acusado de ocultação o cadáver; e Cleiton Sidnei Rangel, 33, irmão de Sayonara, também acusado de ocultar o cadáver.