Jovens empreendedores do Clic devem conseguir remuneração por meio de publicidade e vendas na internet. Foto: Lais Telles/Esp DP/D.A Press Numa rápida pesquisa no buscador Google, o termo ´empreendedor virtual` apresenta cerca de 356 mil resultados. Não é para menos. A plataforma da rede mundial de computadores hoje representa uma realidade bem sólida, sobretudo para quem tem uma boa ideia, mas não dispõe de muitos recursos para iniciar um negócio. Muitas destas ideias surgem ainda nas bancas universitárias e é geralmente nestes ambientes que muitos jovens recebem estímulos e desenvolvem as habilidades necessárias para se lançar no mercado de trabalho profissional.
Confira o especialEduardo Álvares é um exemplo dessa realidade em Pernambuco. Na faculdade, o então estudante de engenharia de produção, montou a Convect Mobile Solutions, uma empresa virtual de envio de mensagens curtas (SMS) para telefones celulares. A ideia era simples: enviar lembretes e mensagens de cobrança, contratadas por pessoas físicas ou jurídicas, por meio da internet, o que hoje pode ser recorrente, mas, até 2008, era, além de novidade, uma oportunidade. ´A cada dia que passa as pessoas dependem mais da internet. O mesmo pensamento vale para o celular, que também é uma arma poderosa, com proporção demais de um aparelho por habitante`, conta o jovem, garantindo que a empresa aproveitou essa realidade. Hoje, a projeção de faturamento para 2011 chega a R$ 644 mil.
Histórias de sucesso como esta são o que motivam outros estudantes, como Igor Medeiros, 26, que, junto a um grupo de estudantes da Universidade Federal de Pernambuco, criou o Clic, espécie de rede social onde os usuários podem articular o empréstimo, a troca e recomendações de livros. O site, criado em uma disciplina do curso de Ciência da Computação, está previsto para entrar no ar no segundo semestre e os jovens devem conseguir remuneração por meio de publicidades e vendas coletivas de títulos no próprio ambiente virtual.
Longe de Pernambuco, e também da universidade, o paulista Jonny Ken Itaya, de 33 anos, é uma das principais inspirações dessa ´nova revolução digital`. Depois de dez anos cursando ciências biológicas, o descendente de japoneses decidiu revolucionar a própria vida. Aproveitando um desafio a que foi submetido, que consistia em desenvolver uma página que instigasse a curiosidade de seus colegas, e também de desconhecidos, ele acabou criando um contador de cliques, para verificar a longevidade de sua criação. Mais tarde, o ´produto` viraria o Migre.me, principal encurtador de endereços eletrônicos na internet que, com a ajuda da rede mundial de microblogs, o twitter, virou uma das quinze ferramentas do gênero mais utilizadas em todo o planeta. ´O que ganharia como professor de biologia, hoje ganho em menos de uma semana`, garante.
Estas e outras histórias são contadas em detalhes no especial multimídia 'Dos bicos aos bytes', no ar, a partir de hoje, no Diariodepernambuco.com.br.