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A vida traduzida em cordéis
Edição de sexta-feira, 25 de março de 2011 
Dois mil folhetos em exposições na 1ª Feira de Literatura de Cordel do Sertão, em Serra Talhada



Chico Pedrosa é um dos declamadores convidados para a roda de improviso do evento. Foto: Ricardo Fernandes/DPd.a press
Quase dois mil títulos de folhetos populares estão reunidos na 1ª Feira de Literatura de Cordel do Sertão, que será realizada durante todo o dia de hoje em frente ao Museu do Cangaço, em Serra Talhada. Uma estrutura com toldos foi montada em frente ao museu, onde os visitantes poderão ler e adquirir os cordéis, em exposição desde a parte da manhã. Às 16h, Adriano Marcena faz uma palestra sobre o tema e, à noite, um time de primeira de poetas do Sertão do Pajeú comanda as improvisações.

Na lista dos convidados, nomes conhecidos como Chico Pedrosa, além de artistas de Serra Talhada, Tabira, Triunfo e São José do Egito. Rui Grudi, Dedé Monteiro, Edgar Muniz, Caio Menezes, Felipe Júnior, Dudu Morais, Dulce Lima, Genildo Santana, Adeval Soares, Neide Nascimento, Paulo Moura, Gilberto Mariano, Damião Enésio e Zé Pereira confirmaram presença.

Nos folhetos de cordel, temáticas recorrentes como a história de Lampião, do Pavão Misterioso, Coco Verde e Melancia, O Cachorro dos Mortos. Além de fatos históricos recentes,como a eleição da presidente Dilma Rousseff, a Transnordestina, a política em Cuba.

A iniciativa é da Fundação Cabras de Lampião, que fundou o Museu do Cangaçohá dois anos, com patrocínio do Programa BNB de Cultura 2011 e do Sebrae. ´O cordel ajudou na projeção dos mitos e lendas do Sertão. Ampliou a fama dos cangaceiros, beatos, vaqueiros, cabras valentes. Nós sempre lembramos dos livros em prosa, da poesia de repente, mas os cordelistas e declamadores merecem ser homenageados`, avalia Anildomá Willians de Souza.

Ele e sua família pesquisam o universo cultural do cangaço há 25 anos. Anildomá é responsável pelo Encontro Nordestino de Xaxado, que agrega grupos de dança popular do Nordeste e acontece há 13 anos em Serra Talhada. Em 2011, está marcado para o primeiro fim de semana de junho, de quinta-feira a domingo. (Tatiana Meira)