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Praias de cara nova em Olinda e Paulista
Edição de quinta-feira, 31 de março de 2011 
Diario teve acesso aos projetos que trarão mudanças nas faixas de areia desses dois municípios


O difícil caminho para recuperação das praias dos municípios de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista. A empresa norte-americana Coastal Planning, que venceu a licitação do governo do estado para elaboração dos quatro projetos básicos, vai apresentar o trabalho final com duas alternativas para cada um dos municípios até a segunda quinzena de abril. O Diario teve acesso a algumas das soluções apresentadas para os municípios de Olinda e Paulista. Mas a estimativa é que somente em 2012 deverão ser iniciadas as obras que prometem devolver as praias aos moradores.


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Ainda este ano será lançado o edital de licitação para os projetos executivos. O critério da escolha das propostas será proporcional ao tamanho do investimento que cada município estará disposto a bancar. Do ponto de vista dos projetos, as soluções já estão desenhadas. Em Olinda, a quase inexistência de praia, em praticamente nove quilômetros de orla, parecia ser um problema sem solução. No lugar doespaço da areia, os paredões de pedra, e os espigões que se estendem por quase toda a orla.

Somente no trecho da praia de Bairro Novo são trinta espigões perpendiculares à linha de praia. Entre as propostas que estão sendo avaliadas está a redução para nove espigões em outra modelagem, inclusive avançando mais em direção ao mar. Nas praias de Casa Caiada e Rio Doce, em um trecho de 3,5 quilômetros, existem sete grandes quebra-mares. A proposta é realizar um total de 10 cortes, reduzindo o tamanho.

´Dessa forma será possível restabelecer a hidrodinâmica com a volta da circulação dos sedimentos`, explicou a coordenadora do projeto de gerenciamento costeiro da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado, Andréa Olinto.

Readequar os equipamentos é apenas uma etapa. A outra é fazer a engorda da praia. Dos 38 quilômetros do litoral dos quatro municípios, cerca de 20 quilômetros vão receber engorda de cerca de 40 metros na faixa de areia.

Segundo Andréa Olinto, as alternativas variam de acordo com cada trecho estudado. E não há mais espaço para experiências individuais e amadoras. ´Essa é a primeira vez que se está fazendo um trabalho baseado em dados científicos`, disse.

Nos 13 quilômetros de costa do município de Paulista, a empresa apresentou até agora apenas uma proposta para a engorda da praia. Outra alternativa também está sendo desenvolvida para ser apresentada em abril. ´ Todos os municípios terão mais de uma alternativa`, disse.

A Coastal Planning chegou a fazer 120 tipos de simulações usando como base três níveis de maré. Alguns dos dados coletados pelo estudo de Monitoramento Ambiental Integrado (MAI) tiveram que ser refeitos. ´Eles precisaram refazer as bases de referência de nível de acordo com o que foi estabelecido pelo IBGE e o MAI havia usado outra metodologia`, explicou.

Outros dados refeitos pela Coastal bateram com os números que já haviam sido coletados por outros projetos desenvolvidos pela UFPE. ´Um trabalho que ainda precisa ser feito será a identificação das jazidas para a engorda`, explicou o oceanógrafo da Coastal Planning, Rodrigo Barletta.