História de amor chega ao fim | Diario de Pernambuco - O mais antigo jornal em circulação na América Latina
Diario de Pernambuco


Aumentar texto Diminuir texto Enviar por e-mail Comentar Imprimir
História de amor chega ao fim
Edição de quinta-feira, 7 de abril de 2011 


Goiânia - Um assassinato motivado por homofobia chocou os 5 mil moradores da cidade de Itarumã, em Goiás. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, de 36 anos, e seus dois filhos, um adolescente de 17 anos anos e um garoto de 13 anos, são suspeitos da morte da adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos. De acordo com o delegado que investiga o caso, Samer Agi, a motivação do crime foi homofobia. A vítima namorava a filha do fazendeiro, uma adolescente de 15 anos, e o relacionamento não era aceito pela família. O fazendeiro está preso na delegacia de Itarumã e os menores foram apreendidos e levados para a cidade de Aparecida do Rio Doce. Eles negam a participação do pai no crime.

As garotas se conheceram no município vizinho de Cassilândia, no Mato Grosso do Sul. O delegado Samer Agi contou que as duas garotas chegaram a fugir de casa por causa das ameaças do pai. Contrariado com o relacionamento, o fazendeiro mudou-se para a cidade de Itarumã com o objetivo de dificultar o encontro das meninas. O casal, porém, continuou a se encontrar e Cláudio chegou a ameaçar Adriele de morte.

´A motivação do caso é homofóbica, sem dúvida. O crime será tipificado como homicídio qualificado por motivo torpe, que é a homofobia, e ocultação do cadáver`, disse o delegado.

Adriele estava desaparecida desde o dia 13 de março. Ela saiu de Cassilândia, de moto, para encontrar-se com a namorada. Chegando a Itarumã, telefonou para o rapaz de 17 anos, que havia prometido ajudá-las a fugir. Adriele e o rapaz seguiram para a sede da fazenda Lajeado, onde a família estava morando. Foi a última vez que Adriele foi vista com vida.

Segundo o depoimento dado pelo rapaz à polícia, ele entrou por uma estrada de terra e parou numa área de mata. Sem nenhuma discussão ou conversa, o rapaz contou que tirou uma faca que estava escondida e desferiu golpes no pescoço de Adriele. Depois, seguiu com a moto até a sede da fazenda para buscar uma pá para enterrar o corpo. Na fazenda, ele convenceu o irmão de 13 anos a acompanhá-lo. O menino aceitou, mas seassustou ao chegar ao local e ver o corpo de Adriele. Segundo a polícia, o garoto se recusou a ajudar a enterrar o corpo e apenas ajudou a se livrar da moto, que foi jogada num rio.