Diario de Pernambuco



Entrevista >> Antônia, mãe de Izaelma
Recife, terça-feira, 27 de março de 2012
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Como foi o primeiro encontro com o seu neto?
No dia em que os familiares do assassino vieram à minha casa, na segunda-feira passada, eu não estava. Eles deixaram um bilhete com o telefone. Queriam que eu perdoasse Eduardo. Liguei e fui visitar meu neto. Eles queriam negociar uma guarda compartilhada, mas não aceitei. Quem deve cuidar da criança sou eu. Quando cheguei na residência deles, em Olinda, meu neto ficou muito feliz por receber visita. Mas fiquei constrangida quando ele me viu e disse: “pelo menos você está viva”. Ele também disse, assustado, que queria ir para a minha casa. Quis levá-lo no mesmo dia, mas não deixaram. Não chamei a polícia porque tive medo que desaparecessem com ele de novo.

Durante a semana, a senhora chegou a ter contato com a criança?
Na sexta-feira, telefonei e pedi para vê-lo. Implorei. Consegui somente no domingo, depois dele chegar da praia. Chamei a polícia e a imprensa para que eles entregassem meu neto. Quando a polícia chegou, à noite, eles me agrediram, me tiraram da casa e trancaram a porta. Só pela manhã, entregaram a criança e vinhemos para a delegacia.

O seu neto contou como foram esses meses longe de casa?
Ele falou pouco, estava muito tenso. Mas percebi que não houve maus-tratos. Ele sentiu muita falta da mãe. Também sinto. É uma dor que não tem nome, nem tamanho. Cada dia cresce mais. Cada dia é um vulcão de dor. Quero a guarda definitiva do meu neto. Vou conseguir porque Deus é justo.


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