Partidos ainda costuram composição
Recife, quarta-feira, 18 de abril de 2012
Nos bastidores da oposição, o silêncio e a ressalva em citar nomes de um provável vice nas composições têm um certo sentido. Circula a informação de que até as convenções de junho algumas pré-candidaturas podem ser declinadas. Com o fortalecimento da pré-candidatura de Raul Henry, após a sinalização da executiva nacional do PMDB, comenta-se que o peemedebista possa conquistar o apoio do PPS, de Jungmann, e até mesmo o PSDB, de Daniel Coelho. Henry já teria procurado, inclusive, o deputado federal Sérgio Guerra, em Brasília. Tucanos e pós-socialistas negam a informação.
“A chance de apoiarmos o PMDB, numa escala de 0 a 10, é 0”, solta Jungmann. O neotucano Daniel Coelho frisa que qualquer aliança é bem-vinda. “Se ele quiser nos apoiar, estamos abertos”, alfineta, reiterando que este quadro pode ser desenhado, com mais propriedade, após o lançamento da chapa do PT (que será escolhida através das prévias em maio).
O presidente estadual do PMDB, Dorany Sampaio, despista este tipo de movimentação em torno do pré-candidato de seu partido. Para Dorany, é natural que estes nomes (de vice) comecem a surgir neste momento, mas as legendas preferem não divulgar as conversas iniciais. “Ainda não temos o desenho de que será dois, três ou quatro candidatos da oposição. Se não definimos ainda isso, como vamos escolher os vices? Todos partidos possuem quadros importantes para esta missão”, comentou.