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Érica foi contactada para participar da seleção por meio de sua página no LinkedIn. Imagem: HELDER TAVARES/DP/D.A PRESS |
Anúncios em jornais, indicação de colegas, currículo entregue pessoalmente no setor de RH das empresas. Até bem pouco tempo atrás, era nisso que as pessoas pensavam quando desejavam procurar uma vaga de emprego. Mas o avanço da tecnologia tem proporcionado mais recursos aos interessados em entrar no mercado de trabalho. Recentemente, surgiram sites onde se pode cadastrar o currículo e ser contactado posteriormente pela empresa. As empresas agora vão além e apostam no uso das redes sociais para selecionar os candidatos com o perfil desejado.
Por motivos óbvios, as empresas que estão entrando com mais intensidade nessa tendência são as de tecnologia. A Fishy, agência de desenvolvimento de produtos e serviços para web, há quatro anos praticamente só contrata usando a internet. O sócio e diretor Ely Menezes diz que aproveita as redes sociais para analisar os portfólios dos candidatos, isto é, os trabalhos feitos por eles anteriormente. E também se o que é colocado corresponde a verdade. “Observamos, por exemplo, se a pessoa que se candidata a trabalhar com produção de conteúdo apresenta uma boa comunicação e sabe usar bem ferramentas como o Twitter.”
Outra empresa de tecnologia da informação que usa as redes para contratar é a MV. A companhia tem perfil no Facebook, Twitter e LinkedIn para divulgar suas vagas e manter contato com os profissionais. A gerente de RH, Vera Lins, chega até a usar a própria conta pessoal do Facebook para recrutar. Porém, ela ainda prefere as indicações pessoais como meio de seleção.
A analista de testes da MV Érica Soledade foi contactada para participar da seleção por meio de sua página no LinkedIn. “Disponibilizei meu currículo e no segundo dia já fui chamada para as entrevistas”, conta. Foi a primeira vez que ela teve uma ferramenta virtual como parte do processo de seleção. Érica diz que prefere usar apenas o LinkedIn para contatos profissionais e deixar o Facebook para uso pessoal.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) em Pernambuco, Ricardo Nicéas, acha proveitoso o uso das redes sociais. “É uma forma das empresas conhecerem melhor seus candidatos. Mas apenas quando usada como complemento do processo.” Vale lembrar que as redes sociais são bem mais importantes no processo de pré-seleção do que no de seleção. Algumas empresas podem até só convocar os candidatos cujos perfis agradem. Mas a boa e velha entrevista presencial e as dinâmicas de grupo, concordam os recrutadores ouvidos pela reportagem, ainda estão bem longe de serem aposentadas.
Saiba mais
Os portais mais usados pelas empresas para divulgar vagas de emprego e para entrar em contato com os candidatos são o LinkedIn, Twitter e Facebook
As empresas que se utilizam das redes sociais para contratar muitas vezes não só analisam seu currículo, mas conferem se as informações estão de acordo com seu perfil nas redes sociais
Tenha cuidado com o que posta no Facebook e Twitter. Brincadeiras de gosto duvidoso sobre questões sexuais ou raciais podem pegar mal
Fonte: consultores