Diario de Pernambuco


Aterros: prazo até agosto de 2014
Jailson da Paz jailsonpaz.pe@dabr.com.br
Recife, domingo, 22 de abril de 2012
Espaços estão longe de sair do papel. Já a capacitação para lidar com os resíduos deve começar em julho
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Pernambuco tem 22 aterros sanitários, sendo que alguns dos que estão funcionando atendem a mais de um município. Imagem: HELDER TAVARES/DP/D.A PRESS
Os 184 municípios pernambucanos deverão ter, por determinação legal, aterros sanitários funcionando até agosto de 2014. A exigência consta na Política Nacional de Resíduos Sólidos. Se terão, não se sabe. O governo do estado acredita que sim. E procura agir em duas frentes. Por um lado, planeja montar em parceria com os municípios os espaços para receber e tratar adequadamente do lixo. Por outro, estruturar programas de formação de mão de obra especializada. A maioria dos aterros estão longe de sair do papel, enquanto os programas de capacitação estão mais perto com a criação do Centro Tecnológico da Cadeia Produtiva de Resíduos.

Primeiro do gênero do país, o centro vai funcionar provisoriamente no Itep, no Recife. A sede definitiva da escola será em Glória do Goitá, no Agreste, em terreno doado pela prefeitura e com financiamento da União. As aulas devem começar no segundo semestre deste ano. Deve começar Responsável pelo projeto técnico, o estado pretende formar cerca de uma centena de técnicos e especialistas até 2014. “Temos um número significativo de lixões e pouca cultura de aterros, o que reflete no baixo número de profissionais formados para a área”, avalia Bertrand Sampaio, coordenador do Plano de Regionalização de Gestão de Resíduos Sólidos de Pernambuco.

No estado, contabiliza Bertrand, existem 22 aterros sanitários. Alguns dos que estão funcionando atendem a mais de um município. Outros ainda não possuem as licenças para operar. Estão com as permissões prévias ou de instalação. Os 22 aterros têm capacidade para atender cerca de 100 municípios. Por essa conta, a estimativa do Itep é que será preciso estruturar pelo menos mais 15 unidades, o que deve exigir, no mínimo, R$ 15 milhões. Mas o grande problema, entende o secretário executivo da Semas, Hélvio Polito, é a inexistência de gente preparada para administrá-los.

 O entendimento da equipe envolvida no projeto é que o novo centro pode contribuir para resolver o problema de Pernambuco e de estados vizinhos. No momento, técnicos do Itep e da Semas finalizam os currículo dos cursos. A superintendente de Inovação Tecnológica do Itep, Márcia Lira, explica que a futura unidade segue a linha dos nove centros tecnológicos já instalados ou em fase de implantação no estado, como o do gesso, em Araripina.

Aterros sanitários

Até agosto de 2012 os municípiois devem ter os planos de resíduos sólidos prontos

Agosto de 2014 é o prazo para que os municípios tenham seus aterros funcionando. As cidades podem ter unidade própria ou compartilhada

15 aterros sanitários, aproximadamente, precisam ser implantados para que todas as cidades pernambucanas sejam atendidas

De R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão é quanto deve custar cada novo aterro

22 aterros existem no estado, segundo levantamento do Itep. Eles possuem licenças em diferentes estágios: prévias, de instalação e de operação

6 ficam no Sertão: Petrolândia, Salgueiro, Arcoverde, Ibimirim, Araripina, Orocó

10 funcionam no Agreste: Garanhuns, Iati, Lajedo, Altinho, Belo Jardim, Caruaru, Gravatá, Pesqueira, Sairé, Santa Cruz do Capibaribe

3 estão na Mata Sul: Escada, Rio Formoso, Barreiros/São José da Coroa Grande

1 funciona na Mata Norte, em Goiana

2 foram instalados na Região Metropolitana do Recife: Igarassu e Jaboatão dos Guararapes

Fontes: Itep e Semas






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