Diario de Pernambuco

Drenagem linfática elimina líquidos e pode amenizar insônia,varizes e enxaqueca
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
09/04/2010 | 11h50 | Saúde

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O desconforto gerado pela retenção de líquidos no organismo, problema muito conhecido entre as mulheres — mas também comum entre os homens —, compromete a estética e a saúde do corpo. O abdômen, os membros inferiores e os superiores ficam inchados e o rosto passa a impressão de que você acabou de acordar ou está extremamente cansado. Algumas pessoas sentem cãibras e indisposição. Outras chegam a ganhar 2kg ou 3kg da noite para o dia. Quando o inchaço não é provocado por problemas renais, cardíacos, hormonais ou vasculares, pode ser remediado com a drenagem linfática terapêutica. A massagem estimula o funcionamento do sistema linfático, fazendo com que líquidos e toxinas acumulados sejam eliminados pelo organismo, aumentando a oxigenação e proporcionando a regeneração das células. Feita por profissionais capacitados, não provoca dor e nem deixa hematomas pelo corpo.

A drenagem linfática terapêutica foi criada pelo dinamarquês Emil Vodder, nos anos 1930. Nela, são trabalhados movimentos combinados e muito suaves feitos com os polegares e as mãos para acelerar a movimentação e a liberação dos líquidos não necessários ao corpo. O médico Múcio Porto, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (DF), explica que o sistema linfático é responsável por drenar a linfa das extremidades até a parte central do organismo, para que, então, ela seja eliminada. A linfa é uma espécie de água rica em proteína que acaba se infiltrando nos tecidos no processo de circulação do sangue. “Mesmo sendo perfeitamente saudável e trabalhando normalmente, o sistema linfático não consegue absorvê-la totalmente e encaminhá-la para os órgãos de eliminação. A drenagem linfática ajuda nesse processo de escoamento. A massagem é aplicada em toda a extensão corporal, inclusive no rosto, que também retém linfa”, detalha.

O inchaço é a principal queixa das pessoas que sofrem com a retenção, mas mulheres, homens e crianças também relatam cansaço nas pernas, dores nos pés e nas mãos e até enxaqueca. Médicos e fisioterapeutas são unânimes em relação aos benefícios da técnica, bem indicada para gestantes e pacientes que se submetem a cirurgias plásticas. Para fazer a drenagem linfática, não é preciso indicação médica.

Ressalvas

No entanto, existem restrições e uma avaliação dos profissionais da saúde é importante para diferenciar a retenção de líquido não ligada a patologias daquela decorrente de alguma doença. “Pacientes que sofrem de insuficiência renal retêm líquido, mas não podem fazer drenagem linfática. Ela também é contraindicada a portadores de tumores no sistema linfático, vítimas de infecções agudas, problemas cardíacos, trombose e hipertireodismo e para grávidas com risco de perder o bebê. Alguns oncologistas não aconselham a drenagem para quem tem ou teve câncer, embora não existam estudos que comprovem que a terapia seja capaz de facilitar a metástase”, esclarece Porto.

Os benefícios da drenagem linfática são imediatos. A fisioterapeuta Michele de Oliveira observa que as manobras da massagem são realizadas de acordo com as necessidades individuais do paciente. “Existe uma variedade de movimentos feitos pelos profissionais. Os dois principais são os de evacuação e captação. O primeiro trabalha a soltura dos linfonodos e a liberação das vias linfáticas. O segundo estimula a movimentação e a liberação da linfa”, pontua. Michele acrescenta que pacientes que sofrem com insônia, enxaqueca e varizes alcançam bons resultados com a técnica. “Por ajudar a minimizar a celulite e melhorar a elasticidade da pele, muitas pessoas pensam que a drenagem tem objetivo estético. Os benefícios, contudo, vão muito além. Alguns pacientes resolvem o problema de prisão de ventre, outros relatam melhora na circulação e até diminuição da tensão e do estresse”, acrescenta.

Para mulheres e homens que se submetem a cirurgias plásticas, a drenagem linfática é indicada tanto para o pré quanto para o pós-operatório. A fisioterapeuta do Nuwa Spa Elisângela Ilha explica que a massagem ajuda a recuperar a forma física e o bem-estar porque minimiza a tensão nos tecidos e a dor da região operada. O processo de cicatrização também é acelerado, pois o sistema linfático estimula o imunológico. “Diferentemente do sistema circulatório, impulsionado pelo coração, o sistema linfático é movimentado apenas pelas contrações musculares, o que leva a uma circulação lenta e, muitas vezes, deficiente da linfa. A drenagem nada mais é do que uma estimulação, ela imita a movimentação muscular”, garante.

Alívio

A administradora de empresas Ana Lúcia Alasmar, 33 anos, confirma os benefícios. “Quando fiquei grávida, meus pés e minhas pernas inchavam muito. O obstetra indicou e fiz drenagem durante toda a gestação. Nos primeiros meses, duas vezes por semana eram suficientes, mas, nos últimos, fazia três sessões semanais. Além de eliminar o inchaço, a massagem ajudava a relaxar a musculatura”, relata. A empresária Geórgia de Luca, 43 anos, não abre mais mão da drenagem linfática e diz que sai renovada depois da sessão. “Sempre tive problemas de retenção. A técnica vem me ajudando há alguns anos a eliminar líquidos e fazer com que meu intestino funcione melhor. Há seis meses, fiz uma lipoaspiração e a massagem foi indicada pelo cirurgião. Confesso que me surpreendi ainda mais. Os hematomas e o inchaço desapareceram com apenas oito sessões”, conta.

A empresária Cláudia Vilhena, 48 anos, revela que nunca havia feito a drenagem por conta de um câncer de pele do tipo melanoma, superado há quase uma década. “Meu oncologista vetava a massagem por conta da doença. No entanto, liberou a terapia para o pós-operatório de uma cirurgia plástica de abdômen a que me submeti recentemente. Fiz 18 sessões, mas os benefícios foram notados logo na primeira massagem. A sensação desagradável e dolorida do procedimento cirúrgico foi dando lugar ao conforto e ao bem-estar ao longo da terapia. Meu processo de recuperação foi acelerado. Se pudesse, faria a drenagem sempre”, assegura.

 

Do Correiobraziliense.com.br





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