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Imip inaugura hoje centro de fertilização in vitro
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
26/05/2009 | 06h49 | Pelo SUS

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Imip inaugura hoje centro de fertilização in vitro. Na foto Madalena Pessoa Caldas, médica e coordenadora do Centro de Reprodução Humana do Imip. Imagem: Edilson Segundo/DP/D.A Press
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Imip inaugura hoje centro de fertilização in vitro. Na foto Madalena Pessoa Caldas, médica e coordenadora do Centro de Reprodução Humana do Imip. Imagem: Edilson Segundo/DP/D.A Press

O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) inaugura hoje, com a presença do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o primeiro Centro de Reprodução Humana dedicado aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Norte/Nordeste. Um tratamento que chega a custar cerca de R$ 11 mil, por cada tentativa.

Antes, o Imip já fazia atendimento ambulatorial para pacientes do SUS e tinha realizado também procedimentos de alta complexidade, devido às parcerias com hospitais privados - nos últimos seis anos foram 35 nascimentos. No Hospital Getúlio Vargas, que é referencia em urologia, também é feito atendimento ambulatorial para pacientes do SUS com dificuldade para ter filhos e até procedimentos como reversão de vasectomia. Porém, só agora com a inauguração deste centro, casais que dificilmente teriam mais de R$ 10 mil para tentar ter um bebê vão poder fazer inseminação artificial e fertilização in vitro. A médica e coordenadora do Centro de Reprodução Humana do Imip, Madalena Pessoa Caldas, faz questão de frisar que se trata de tentativa. "A gestação não pode ser garantida", diz. Segundo ela, cada casal terá direito a duas tentativas por procedimento. "Se não for assim, a fila não vai andar nunca", conta Madalena.

A médica explica que o programa chamado de reprodução assistida terá atendimento global, com psicólogos e assistentes sociais. Os casais que quiserem entrar no programa serão avaliados. Segundo Madalena, o casal tem que ter uma condição social mínima, mas acrescenta que não há critério de renda. "O SUS é aberto para quem quiser procurar. Não existe fronteira de atendimento e não vai poder existir nenhuma segregação", justifica. Para começar o tratamento, é preciso obedecer apenas a ordem de chegada e fila de espera. Estão previstos 40 atendimentos ambulatoriais por semana e seis fertilizações por mês. A coordenadora do centro diz que já existe uma demanda reprimida. Até agora são 200 casais cadastrados e para organizar a fila, haverá uma central de regulação.

Madalena Caldas fala ainda da chance de êxito do programa e dos riscos. Além de não haver garantias de que o casal conseguirá ter um bebê, também há possibilidade de gestação múltipla. A chance para trigêmeos é de 5% a 8%, por exemplo. "Nenhum centro de fertilização está livre disso. Vamos tentar minimizar este risco, mas antes mesmo de começar, os pais já estarão cientes de que pode acontecer", explica a médica. Para evitar a questão, será utilizado apenas um embrião para mulheres abaixo de 35 anos, dois embriões para as que tiverem de 35 anos a 39 anos e três para as de 40 anos em diante. A idade da paciente é um fator diferencial para o sucesso da tentativa.

O programa vai atender também casais sorodiscordantes (portadores de HIV, Hepatite B e C). Nesses casos, o trabalho será evitar que o bebê ou um dos parceiros seja infectado. O centro começa a funcionar no dia 1º de junho e no fim de julho já deve ter paciente fazendo o procedimento de fertilização. A expectativa é que a médio prazo, haja possibilidade de formar um banco de sêmen para também possibilitar que casais homoafetivos possam gerar filhos. (Marta Telles)

Saiba mais

- No Imip serão realizadas mais de 70 fertilizações por ano. O paciente não terá nenhum custo desde sua medicação até o acompanhamento clínico e laboratorial. Os pacientes serão atendidos por ordem de chegada e passarão por uma avaliação clínica, psicológica e social

- O programa foi feito não só para a mulher, mas para o casal. Caso o marido da paciente seja portador de infertilidade, ele será atendido por um andrologista

- Uma equipe com oito médicos, dois embriologistas, dois biomédicos e um enfermeiro trabalharão exclusivamente no centro

- O atendimento é dividido em cinco estágios: o diagnóstico da infertilidade, a estimulação da ovulação, a retirada dos óvulos, a fertilização e por fim a colocação dos embriões na mulher

- O êxito da fertilização é maior quando a mulher é mais jovem. O percentual é de 50% de chance para mulheres entre 30 anos e 35 anos. Dos 35 anos até os 39 anos, este índice cai para 38% a 42%. Acima dos 39 anos, a chance de engravidar por meio de fertilização é de 25% a 30%

Fonte: Imip

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