Diario de Pernambuco

Médico responsável por aborto de menina é aplaudido em Brasília
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
09/03/2009 | 19h06 | Seminário

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O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, cumprimenta o médico Olímpio Moraes Filho, um dos responsáveis pelo procedimento que interrompeu a gestação de menina de 9 anos . Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, cumprimenta o médico Olímpio Moraes Filho, um dos responsáveis pelo procedimento que interrompeu a gestação de menina de 9 anos . Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, interrompeu nesta segunda-feira (9) a abertura do Seminário Nacional de Saúde da Mulher para cumprimentar um dos médicos responsáveis pela interrupção da gravidez da menina de 9 anos estuprada pelo padrasto no interior de Pernambuco.

O médico e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Olímpio Moraes, foi aplaudido de pé pela platéia. Temporão já tinha criticado anteriormente a decisão da Igreja Católica de excomungar os médicos envolvidos no caso e disse hoje que a equipe médica foi “brilhante”.

“O trabalho dessa equipe fortalece a sociedade brasileira no enfrentamento da questão que é grave. Todo o debate que se deu a partir desse fato foi importante para tirar o véu que encobre a questão, amadurecendo na sociedade o reconhecimento do aborto como problema de saúde pública”, afirmou Temporão.

Moraes disse que agradece ao arcebispo de Recife pela excomunhão. Segundo ele, são realizados no hospital em média dois abortos por mês em função de estupro, mas só agora o assunto está sendo discutido pela sociedade.

“Quem morre de aborto é a mulher pobre lá do sertão de Pernambuco. Morre porque não tem acesso ao tratamento de saúde adequado, mas as mulheres da classe média, a população que tem educação não morre. Se o abortamento atingisse as nossas irmãs, nossas mães, se a filha do deputado morresse de aborto, a lei avançava”, criticou o médico.

Segundo Moraes, a menina, a mãe e a irmã de 14 anos ainda não voltaram para a cidade onde moram e permanecem no Recife. A família está em um local reservado e recebe o acompanhamento de uma equipe de psicólogos e assistentes sociais. De acordo com ele, a criança não tem “dimensão” do que aconteceu.

“Ela foi internada pensando que era uma verminose, só teve conhecimento de que era uma gravidez dois dias antes do procedimento de aborto. Ela não conversa sobre isso, anda com uma boneca e um diário onde escreve tudo que acontece. Se você chega para conversar ela pede para você escrever uma mensagem de apoio para ela ”, disse Moraes.

Da Agência Brasil




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