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Começou por volta das 9h40 e deve ser estender até as 16 h a audiência pública realizada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para discutir as obras dos viadutos na Avenida Agamenon Magalhães. O auditório do Banco Central, no bairro de Santo Amaro, onde acontece o evento, está lotado de autoridades em trânsito, transporte e mobilidade urbana e de comunidades impactadas pelas obras, como Chié e Santo Amaro.
Primeiro a falar, o secretário de Mobilidade Flávio Figueiredo explicou o projeto. Ele adiantou que o governo incorporou algumas sugestões da sociedade, inclusive as feitas pelo MPPE. Segundo ele, de janeiro a março, o projeto mudou em alguns pontos para tender a essas reivindicações. Uma delas , quanto ao Viaduto da Bandeira Filho, que terá uma inclinação maior para dar mais velocidade na descida e a instalação de placas laterais em acrílico com o objetivo de diminuir os ruídos e aumentar a privacidade dos moradores da comunidade cortada pela obra.
Já o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), César Cavalcanti, posicionou-se contrário à proposta. Ele foi taxativo ao afirmar que os viadutos têm uma lógica que prioriza o transporte particular e que em todo o mundo o urbanismo moderno não prevê mais intervenções deste tipo.
Audiência – A reunião, aberta ao público, foi convocada para discutir os impactos ambientais e urbanísticos da construção dos quatro viadutos sobre a Avenida Agamenon Magalhães. Ao final do encontro, o MPPE espera sugerir medidas preventivas, por meio das Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania do Recife. Entre os participantes estão os representantes das Secretarias Estaduais do Meio Ambiente e Sustentabilidade, das Cidades, Executiva de Mobilidade, de Desenvolvimento e Controle Urbano e Obras, de Meio Ambiente do Recife, Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (CPRH), a Empresa de Urbanização do Recife (URB), a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) e a Comissão Permanente de Acessibilidade do Município (CPA), além do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/PE), do Instituto Pelópidas Silveira. Todos eles terão a oportunidade de fazer esclarecimentos.
A reunião foi sugerida pelos promotores de Justiça José Roberto da Silva, Áurea Roseane Vieira e Belize Câmara Correia, tomando como base o Inquérito Civil nº 03;2012-35ªPJHU, instaurado para investigar a obra e o Decreto nº 37.589, de 9 de dezembro de 2011, que considera imóveis situados na região afetada pelas obras como de utilidade pública para fins de desapropriação.
Com informações da repórter Ana Cláudia Dolores