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O projeto de reurbanização do Consórcio Novo Recife para o Cais José Estelita, que neste domingo (15) levou mais de mil pessoas a participarem do movimento “Ocupe Estelita”, em protesto às obras nos antigos galpões da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), fez com que o Consórcio Novo Recife - composto pelas empresas Ara Empreendimentos, Moura Dubeux Engenharia e Queiroz Galvão - divulgasse uma nota de esclarecimento à sociedade.
O texto reitera que o projeto imobiliário para a área passa pela avaliação de todas as instâncias competentes (Prefeitura do Recife, Fundarpe, Iphan), o que garante a preocupação com “o urbanismo, a mobilidade e a revitalização” dessa área da cidade. A expectativa do consórcio é iniciar as intervenções no Cais José Estelita nos próximos dois anos, com a construção de edifícios empresariais, residenciais e hotéis, ação que faz parte do Complexo Turístico Cultural Recife/Olinda. A área de cerca de 10 hectares foi adquirida em leilão pela construtora Moura Dubeux.
Pelo projeto, 30% do espaço será destinado para áreas verdes, e o restante para uso público com a implantação de vias, ciclovias, jardins, quiosques e polo marítimo, entre outros serviços.
Confira a nota na íntegra:
"O Consórcio Novo Recife, que reúne as empresas Ara Empreendimentos, GL Empreendimentos, Moura Dubeux Engenharia e Queiroz Galvão, tendo em vista a realização, no próximo domingo (15), do “Ocupe Estelita”, no Cais José Estelita, vem esclarecer os seguintes pontos:
1º) As empresas do projeto Novo Recife (Moura Dubeux, Queiroz Galvão e GL Empreendimentos) reiteram a preocupação do projeto com o urbanismo, a mobilidade e a revitalização de uma das áreas mais belas da cidade e que está há décadas entregue ao abandono;
2º) O consórcio Novo Recife lembra que o projeto de desenvolvimento imobiliário para a área passa pela avaliação de todas as instâncias competentes (Prefeitura do Recife, Fundarpe, Iphan);
3º) O projeto Novo Recife, que ainda está sob avaliação da Prefeitura do Recife, vai possibilitar ao morador da cidade a possibilidade de usufruir de áreas verdes, ciclovia e espaço cultural;
4º) O Consórcio Novo Recife ressalta que o projeto garante a preservação dos galpões da antiga Rede Ferroviária Federal, que ficam próximos ao viaduto das Cinco Pontas. No local, está previsto a implantação de um centro de convivência e de cultura;
5º) Além da preservação dos antigos galpões da Rede Ferroviária Federal, o Consórcio Novo Recife vai restaurar a Igreja Matriz de São José, localizada na Rua Imperial. A Igreja, que começou a ser construída em 1845 e levou 20 anos para ficar pronta, sofre com a degradação da sua estrutura. A reforma vai devolver à população da cidade um dos seus marcos históricos;
6º) As empresas do projeto Novo Recife reforçam o compromisso com o desenvolvimento urbanístico do Recife e com a preservação da sua história."